segunda-feira, 24 de julho de 2017

Debate na SEDES sobre "Novo Paradigma Para a Credibilidade do Estado"


A SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social vai promover um debate destinado a discutir a importância da credibilização do Estado intitulado "Novo Paradigma para a Credibilidade do Estado". O encontro vai realizar-se na próxima quinta-feira, dia 27 nas instalações da SEDES - Rua Duque de Palmela, 2 - 4.º Dt.º, Lisboa.

O debate realiza-se entre as 18h30 e as 20h00.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição para o mail conferencias@sedes.pt.

PROGRAMA

PAINEL I - Reflexão sobre a situação atual

- A Credibilidade do Estado - por Pedro Borges de Lemos
- A Comunicação Social na Credibilidade da Governação e das Instituições - pelo Diretor do Jornal "O Público"
Moderadora - Isabel da Veiga Cabral

PAINEL II - Contributos para a criação de um novo paradigma

Regulamentação - Responsabilização e Criação de um Código de Conduta - por Eduardo Vera Cruz Pinto
- A Sociedade Civil Como Entidade Fiscalizadora Independente: Papel da SEDES - por Álvaro Beleza - SEDES
Moderadora - Marta Rangel



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Governo vai criar Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço


O Governo vai criar um "grupo de projeto", que virá a ser designado como "Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço". A decisão foi anunciada em Conselho de Ministros.

Com esta medida o Governo pretende garantir uma abordagem «transversal e integradora das várias sensibilidades, necessidades e capacidades dos diversos setores com intervenção no ciberespaço do país». A estratégia nacional de segurança do ciberespaço tem como propósito garantir a proteção e a defesa das infraestruturas críticas e dos serviços vitais de informação, bem como a utilização livre, segura e eficiente do ciberespaço por cidadãos, empresas e entidades públicas e privadas.

Em comunicado pode ler-se que a estrutura terá como missão «assegurar a coordenação político-estratégica para a segurança do ciberespaço e o controlo da execução da Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço e da respetiva revisão».

Promover a discussão sobre como conjugar fatores com impacto nas nossas vidas, tanto os associados à proteção dos dados pessoais, como os relacionados com a adaptação aos desafios das novas soluções num contexto de estímulo e promoção da economia, é, há vários anos, uma das preocupações da APDSI. Recorde aqui uma das nossas atividades sobre privacidade online.

terça-feira, 18 de julho de 2017

UNESCO adotou os princípios da Ciência Aberta



A UNESCO adotou os princípios da Ciência Aberta na Declaração de Genebra, que tem em vista a implementação da Agenda 2030 e o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nela estabelecidos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

"Robotização e espaço" são prioridades para o novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia.

A iniciativa pretende estimular a partilha aberta do conhecimento entre a comunidade científica, a sociedade e as empresas, de forma a ampliar o reconhecimento e o impacto socio-económico da ciência.

A decisão foi tomada no âmbito da conferência "Mobilizing UNESCO Chairs in the Natural Sciences for Policy Action towards the 2030 Agenda" que se realizou na Suiça e onde esteve Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES).

Ainda no que diz respeito a este programa de democratização do conhecimento, o governo protuguês prepara a Política Nacional de Ciência Aberta, na qual se insere a Open Access Week 2017. O evento vai realizar-se entre os dias 23 e 29 de outubro. A edição deste ano vai contar com um colóquio acerca desta iniciativa, focado especialmente na paz e no desenvolvimento.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ameaças aos dispositivos móveis e IoT podem aumentar


Ameaças aos dispositivos móveis e à Internet of Things podem aumentar. O alerta foi deixado na conferência de utilizadores de tecnologia WeDo onde cerca de 43% dos operadores de telecomunicações presentes acreditam que os dispositivos móveis constituem a área tecnológica mais exposta.

Um inquérito desenvolvido pela WeDo Technologies, envolvendo 64 empresas, revela que os operadores de telecomunicações consideram os dispositivos móveis, área citada por 43%, e as redes IoT (39%) os mais vulneráveis a riscos de fraude.

No global, 64% dos operadores prevê adotar soluções em cloud computing nos próximos quatro anos. Um grupo de 43% pretende fazê-lo num prazo de dois a quatro anos e os restantes 21 consideram fazê-lo já nos próximos 12 meses.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Vai ser criado um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região afetada pelos incêndios


O Conselho de Ministros aprovou um decreto-lei para a criação de um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região atingida pelos incêndios. Os municípios de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã vão ser alvo de mais esta medida resultante do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, dia 6. A notícia foi divulgada pela agência Lusa, com base num comunicado do Conselho de Ministros.

A decisão estabelece medidas excecionais de contratação pública por ajuste direto para suportar o desenvolvimento do projeto.

Com a medida, o Governo pretende facilitar a identificação dos limites das propriedades e dos seus titulares no que respeita à área geográfica afetada, de forma a acelerar a inventariação de danos e prejuízos causados. "O regime aprovado permitirá agilizar os processos aquisitivos, administrativos e financeiros para o desenvolvimento do sistema de informação cadastral simplificado, com regras de transparência e concorrência", lê-se na nota.

Também foi aprovado um decreto-lei que permite à administração central e aos municípios, a título excecional, "proceder à contratação de empreitadas de obras públicas, de locação ou aquisição de bens e serviços".

De recordar que o assunto do cadastro há muito que preocupa a APDSI. Recorde, aqui, as palavras do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação na Natureza numa conferência da APDSI sobre o tema em 2014.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

itSMF apresenta a norma ISO/IEC TR 38502:2014 na sessão de junho de IT'S TIME TO TALK ABOUT



Na edição de 29 de junho de IT’S TIME TO TALK ABOUT, a itSMF apresentou a ISO/IEC TR 38502:2014 que pretende estabelecer e clarificar as diferenças entre Governação e Gestão das TI.

A ISO/IEC TR 38502:2014, que será brevemente publicada em português, fornece um modelo que ilustra a relação entre governação e gestão, e identifica as responsabilidades associadas a cada uma. A norma vem na sequência da NP ISO/IEC 38500:2015 que, apesar de fornecer orientações para o órgão de governo das organizações avaliar, direcionar e monitorizar a utilização das TI nas suas organizações, torna-se pouco clara em relação aos papéis de governação e de gestão.

Para minorar estas dificuldades no desenvolvimento de orientações consistentes sobre governação e a implementação eficaz de práticas de governação, a ISO/IEC TR 38502:2014 fornece orientações para os órgãos de governo, para os gestores, para consultores ou os que prestam assistência à governação das organizações, bem como para os demais profissionais envolvidos no desenvolvimento de normas nas áreas de governação e gestão das TI.

O sucesso dos investimentos nas tecnologias de informação depende do valor que consigam gerar seguindo um conjunto de regras que devem ser cumpridas para o atingir. Se houver falta de ética na organização, esse valor não é real e acabará por a afetar, diz o consultor José António Costa, um dos oradores do encontro.

O modelo desta norma faz o enquadramento da componente da governação (Governo das Nações) e da forma como deve encaixar na componente de gestão. «Na maioria das vezes há confusão entre os dois termos. Esta norma surgiu precisamente para se esclarecer a diferença entre ambos. A governação das tecnologias de informação é um subconjunto da corporate governance», esclareceu José António Costa.

A governação não lida com o trabalho “no terreno”. É, isso sim, a entidade que dá as orientações para a gestão seguir. O grau de dependência das empresas das TI é, hoje, tal forma elevado, que não se pode descurar o quanto esses requisitos têm de estar alinhados com a governação corporativa. As políticas que definem os princípios para a boa governação das TI são definidas pela governação e comunicadas à área da gestão.

Ainda que os papéis fiquem melhor definidos com a aplicação da norma ISO/IEC TR 38502:2014, Nádia Lopes, da EVERIS, admite que, neste momento, o grau de alinhamento entre ambas é diminuto apesar de se terem registado melhorias ao longo do tempo. Um bom exemplo citado nesta matéria foi o das organizações que já têm uma Information Technology Infrastructure Library (ITIL), que funciona de acordo com os objetivos do negócio.

Do lado da academia, Luísa Domingues, do ISCTE, afirma que gostaria que houvesse um maior envolvimento das universidades com a comunidade prática. «Na academia os problemas não são vividos da mesma forma com que vocês os encaram. Há um certo distanciamento da realidade, o que pode ser bom mas também é mau», reconheceu. O distanciamento das universidades da comunidade prática não ajuda na exemplificação de casos práticos o que é necessário para, segundo a professora, «percebermos as vossas prioridades senão corremos o risco de criar modelos estratégicos que depois não se conseguem aplicar».

O debate contou com a moderação de Luís Azevedo, da itSMF. O IT’S TIME TO TALK ABOUT de 29 de junho decorreu na Fundação Cidade de Lisboa.

O futuro visto pelos olhos dos jovens de Telheiras



Como é que as novas tecnologias vão influenciar a Educação? E qual o papel da internet no futuro da saúde? As relações humanas estão a mudar por causa das redes sociais?

Estas foram algumas das perguntas às quais um grupo de 13 alunos da área de Economia do 11.º ano da Escola Secundário Vergílio Ferreira tentou dar resposta a 6 de junho.

Num evento intitulado "Game Over", promovido pela Associação para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) em parceria com o Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira, estes jovens olharam para a influência das novas tecnologias nos próximos 20-25 anos em 5 áreas da sociedade: Educação e Ensino, Saúde, Trabalho, Entretenimento e Tempos Livres, e Vida em Sociedade e Privacidade.

A sessão funcionou como teste-piloto de um projecto que a APDSI quer alargar às escolas de todo o país e que se insere num trabalho continuado de discussão do futuro: «A APDSI tem vindo a apostar bastante no desenvolvimento de várias linhas que abordam o futuro. Começou com o grupo de trabalho apelidado "Futuristas", onde se debatem dois cenários para o futuro, um de continuidade, outro de disrupção. Depois a importância desta discussão começou a extravazar e denotámos que em outros grupo de trabalho esta contextualização começou a fazer sentido», explica Henrique Mamede, membro da direção da Associação e responsável pelo projeto.

Para a APDSI, o envolvimento dos jovens é fundamental, até porque «as gerações mais antigas não estarão cá para vivenciar esse mesmo futuro, pelo que faz sentido perceber a visão que os jovens têm hoje do que poderá ser a sociedade daqui a 20/25 anos, já que serão eles nessa altura que estarão no pleno do seu desempenho e vivência». Além disso, «são eles os nativos digitais e a compreensão que têm da sociedade não é deturpada por terem vivido num tempo sem Internet, telemóveis e outras questões tecnológicas. Estes jovens são, na realidade, o futuro!», acrescenta Henrique Mamede.

Esta não foi a primeira vez que aqueles alunos pensaram nas implicações das novas tecnologias para ao futuro. No entanto, «a forma estruturada como decorreu a sessão e a troca de ideias com especialistas da área e pessoas que têm vivido de perto as decisões sobre os rumos a tomar pela sociedade enriqueceram de forma única aquele momento», referiram os participantes.

No final, ficou o desafio aos jovens: «Integrem os grupos de trabalho da APDSI e ajudem desde já a criar o futuro!».

Fonte: Viver Telheiras

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Já são conhecidos os alunos que vão competir nas Olimpíadas Internacionais de Informática em Teerão, Irão [ONI 2017]



Já são conhecidos os quatro alunos que nos vão representar nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017, que se vão realizar em Teerão, no Irão, de 28 de julho a 4 de agosto:

Henrique Navas - 12º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
Duarte Nascimento - 12º ano da Escola Secundária da Amadora (Amadora)
Kevin Pucci - 10º ano do Ag. Esc. Dr. Júlio Martins (Chaves)
Guilherme Penedo - 12º ano da Salesianos do Estoril (Estoril)

De recordar que as Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI’2017), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Os quatro primeiros classificados da final nacional, que decorreu a 11 de junho, vão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017 em Teerão, no Irão, de 28 de julho a 4 de agosto.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

IT’S TIME TO TALK ABOUT de 29 de junho: apresentação da ISO/IEC TR 38502:2014



O sucesso dos investimentos nas tecnologias de informação assenta no benefício direto ou indireto que o mesmo traz para a organização. Para isso, esses investimentos devem estar alinhados com a estratégia, prioridades e necessidades do negócio.

A norma NP ISO/IEC 38500:2015 fornece orientações para o órgão de governo das organizações avaliar, direcionar e monitorizar a utilização das TI nas suas organizações. Há, porém, confusão em relação aos papéis de governação e de gestão, o que tem dificultado o desenvolvimento de orientações consistentes sobre governação e a implementação eficaz de práticas de governação.

A ISO/IEC TR 38502:2014 que será brevemente publicada em português pretende clarificar a distinção entre os conceitos de governação e gestão em relação às TI, fornece um modelo que ilustra a relação entre governação e gestão, e identifica as responsabilidades associadas a cada uma. 

Esta norma fornece orientações para os órgãos de governo, para os gestores, para consultores ou os que prestam assistência à governação das organizações, bem como, para os demais profissionais envolvidos no desenvolvimento de normas nas áreas de governação e gestão das TI.

Na próxima edição do IT’S TIME TO TALK ABOUT, a realizar no dia 29 de junho, iremos apresentar a ISO/IEC TR 38502:2014 e lançar mais uma vez o debate em torno das questões relacionadas com a Governação e Gestão das TI.

Data e local:
• Data: 29 de junho de 2017
• Horário: 17h15 - 19h00
• Local: Fundação Cidade de Lisboa, Campo Grande 380, 1700-097 LISBOA

Agenda:
17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas
17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal
17h35: Mesa de debate: “ISO/IEC TR 38502:2014 - Governação das TI”  

Moderador: 
• Luís Azevedo, itSMF Portugal 

Painel: 
• José António Costa, Consultor 
• Luísa Domingues, ISCTE
• Nádia Lopes, EVERIS
19h00: Encerramento

Inscrições:
A inscrição é gratuita mediante registo aqui.

terça-feira, 27 de junho de 2017

APDSI promoveu um workshop sobre o Futuro da Educação



Minjuan Wang, professora de Learning Design e Tecnologia na School of Journalism and Media Studies, especializada nos aspetos socioculturais da educação online, esteve pela primeira vez em Portugal para participar no workshop da APDSI sobre “O Futuro da Educação - Teaching is dead? Long live Learning”. Para a professora, o futuro da educação passa, à semelhança de tantos outros “futuros”, por soluções na cloud num misto de ensino à distância e ensino presencial.

Minjuan Wang tem assinado vários artigos científicos focados na educação inteligente e empreendedorismo e é editora-chefe da revista “EAI Transactions on Emerging Technologies and Pedagogies for Education”. Enquanto especialista em educação, a keynote speaker acredita que os alunos do futuro serão conquistados por uma experiência de ensino social, com oportunidades de conexão e networking, ensino emocional, que os faça sentirem-se bem, e uma experiência cognitiva que os leve a estudar, atraídos por uma presença real do professor que orienta ao invés de simplesmente debitar matéria.

Com as novas tecnologias disponíveis, os livros, em formato digital, tornam-se mais acessíveis, sendo esta outra das vantagens apontadas por Wang que destaca, ainda, a realidade aumentada como uma das experiências já testadas, com sucesso, no ensino (através da aplicação Aurasma), os cursos online e os vídeos. Tudo, sempre, com acompanhamento do professor: «Se dermos atenção aos alunos, vamos conquistar a atenção deles», acrescenta.

Já no mobile learning, Minjuan Wang vê vantagens na forma como os alunos se entregam à matéria: sentem, descobrem, filtram o que mais lhes interessa, conhecem e interagem. Com o ensino cada vez mais desenhado para o online, o modelo BYOD - Bring Your Own Device, está a tornar-se mais popular.

Adérito Marcos, professor da Universidade Aberta, afirma que o ensino à distância sempre se constituiu como o grande desafio da instituição que tem, no entanto, uma questão preocupante nos dias de hoje: o abandono das aulas mesmo por parte de alunos que pagam propinas. Maria de Lurdes Serrazina, professora do IPL, gostaria de ver os programas curriculares melhor adaptados ao online: «Só há ensino se houver aprendizagem. As tecnologias são um recurso importante mas o ensino tem de ser mais voltado para o aluno, de forma a que o papel do professor seja o de alguém que organiza o ambiente de aprendizagem».

Já António Domingos, professor da FCT / UNL, está confiante no futuro: «O professor não desapareceu e duvido que a tecnologia o substitua no trabalho do ensino. Proibir as ferramentas não é solução mas devem ensinar-se boas práticas de online». Miguel Mira da Silva, Professor do IST / UL, sublinha que, se nada for feito relativamente às novas tecnologias na sala de aula, as universidades correm o risco de ter «salas vazias porque os alunos sentem que não estão a aprender nada no modelo atual».

Para Raquel Vaz Patrício, Professora do Instituto Politécnico de Bragança, o sucesso do futuro passará por uma abordagem mista que permita um «convívio entre os mais velhos e os mais novos que resulta, sempre que se experimenta, num melhor comportamento dos mais novos na sala de aula ao valorizarem mais essa experiência do que a pesquisa por conhecimento».

O segundo painel de oradores da tarde foi constituído por representantes dos grupos parlamentares, onde se regista a ausência do PSD, e onde Porfírio Silva, do Grupo Parlamentar do PS, reconhece que as tecnologias abrem algumas possibilidades e fecham outras, daí que também acredite numa colaboração entre gerações na qual as novas formas de aprendizagem se integram bem nas novas gerações: «A escola tem de ser mais autónoma do ponto de vista das aprendizagens sem perder a referência curricular nacional».

Joana Mortágua, do Grupo Parlamentar do BE, também não vê vantagem no facto de haver grandes quantidades de informação disponíveis sendo, do seu ponto de vista, necessário aproveitar as inovações tecnológicas para o desenvolvimento de competências quer nos professores, quer nos alunos, o que implica uma mudança no sistema de avaliação. Opinião semelhante é partilhada por Ana Rita Bessa, do Grupo Parlamentar do CDS-PP, que defende ainda uma sensibilização maior para o ensino não superior onde «a utilização dos smartphones pode ser um princípio ao invés de se tentar que todos tenham um tablet».

Ana Mesquita, do Grupo Parlamentar do PCP, fala da necessidade de se perceber ao serviço de quem está a tecnologia «e mediante isso fazer opções políticas porque, ao nível dos programas, é preciso criar condições para os professores acederem à informação». Ana Mesquita não esqueceu, contudo, que o suporte papel é de grande importância no desenvolvimento da escrita. 

Do SIPE- Sindicato Independente de Professores e Educadores esteve Júlia Azevedo que elencou quatro pontos essenciais no combate ao hiato entre quem não nasceu na Era das novas tecnologias e quem já nasceu com elas: formação de professores, rejuvenescimento do corpo docente, acompanhamento da comunidade educativa na utilização das novas tecnologias, exploração e aproveitamento deste potencial ao serviço da criança e da felicidade.

José Manuel Gonçalves, da CONFAP - Confederação Nacional das Associações de Pais, não descarta, por completo, o papel dos pais neste “disciplinar” do uso das novas tecnologias, mas lembra que é aos professores que compete igualmente uma larga fatia no papel educativo: «Os pais confiam na escola mas a verdade é que há uma geração de professores que não lida bem com as novas tecnologias».

Coube a Etelberto Costa, do Conselho Estratégico da Futurália, fechar este segundo painel, moderado por Luís Vidigal, presidente da Direção da APDSI, deixando a mensagem de que os contextos e os conteúdos da escola têm de passar a ser centrados no aluno, incentivando-o à «aprendizagem ao longo da vida».

Minjuan Wang esteve no auditório INE da NOVA IMS, em Lisboa, a 23 de junho de 2017.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

4rd International Conference on Information Systems Security and Privacy - ICISSP 2018



A Conferência ICISSP (a 4.ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Informação de Privacidade e Segurança), organizada pelo INSTICC (Instituto de Sistemas e Tecnologias de Informação, Controlo e Comunicação) e que conta com o apoio da APDSI, vai decorrer de 22 a 24 de janeiro 2018, no Funchal, na Madeira.

A Conferência Internacional sobre Segurança e Privacidade de Sistemas de Informação tem como objetivo criar um ponto de encontro para pesquisadores e profissionais que abordem desafios de segurança e privacidade que dizem respeito a sistemas de informação, especialmente em organizações, incluindo não apenas questões tecnológicas, mas também questões sociais. A conferência acolhe artigos de natureza prática ou teórica, apresentando pesquisas ou aplicações abordando todos os aspetos de segurança e privacidade, que preocupam organizações e cidadãos individuais, criando assim novas oportunidades de pesquisa.

O período de submissão de papers decorre até 31 de julho deste ano.

Encontra aqui mais informação.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Conferência "Cidades do Futuro - Conhecimento e Clusters"


A Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian organizam a conferência "Cidades do Futuro - Conhecimento e Clusters" a 26 de junho no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.

A conferência pretende ser um espaço de debate e reflexão ao reunir peritos e instituições nacionais e internacionais e contribuirá para a análise de forças globais que possam ser decisivas para a competitividade, coesão social e a sustentabilidade futuras do Arco Metropolitano de Lisboa.

No mesmo dia é feito o lançamento público da Iniciativa LIFT - Lisbon Initiative For The Future que ambiciona a criação de uma iniciativa de cooperação regional com forte presença de atores internacionalizados que contribuam para enriquecer a "carteira" de actividades exportadoras do Arco Metropolitano de Lisboa.

Consulte aqui o programa completo.

Inscreva-se gratuitamente enviando um email de confirmação de presença para dmei@cm-lisboa.pt.





Conferência da SEDES "Promoção do Voluntariado"

A Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, SEDES, vai realizar a 27 de junho a conferência "Promoção do Voluntariado", entre as 17h00 e as 20h15, no Auditório Fidelidade, na Rua Alexandre Herculano, n.º 53, em Lisboa.

Políticas e Experiências de Voluntariado são os dois painéis da conferência.

As inscrições podem ser feitas para conferencias@sedes.pt.



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sessão de apresentação do livro "Nautas - O início da Sociedade da Informação em Portugal"


A APDSI: Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação e o MIL: Movimento Internacional Lusófono vão realizar uma sessão de apresentação da obra "Nautas - O início da Sociedade da Informação em Portugal", de Octávio dos Santos, que decorrerá em torno do tema "Livro Verde, 20 anos depois: o que falta fazer na Sociedade da Informação em Portugal?", com intervenções de José Dias Coelho, Luís Vidigal, Octávio dos Santos e Renato Epifânio.

A sessão realiza-se a 28 de junho, às 17h00, no Palácio da Independência (Sala Antão de Almada), em Lisboa, e é de entrada livre.

"Nautas - O início da Sociedade da Informação em Portugal" é uma obra que procura identificar as principais questões, dúvidas, soluções e polémicas que a modernização tecnológica do país levantava nesse período fulcral, de transição de século e de milénio. Quer assumir-se como uma referência relevante, como um contributo, necessariamente modesto, para o registo, análise e compreensão de um processo indispensável e indissociavelmente ligado ao desenvolvimento - técnico, económico, social, cultural - do nosso país. Todos os que quiserem compreender o que atualmente se faz neste âmbito em Portugal precisam de conhecer, ou de recordar, o que se fez - e quem, onde, como e porque se fez - há duas décadas.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

APDSI organiza o workshop "O Futuro da Educação: Teaching is dead? Long Live Learning!"


A APDSI organiza o workshop intitulado "O Futuro da Educação: Teaching is dead? Long live Learning!", a 23 de junho, no auditório INE - NOVA - IMS - Information Management School, no Campus de Campolide, em Lisboa, sob coordenação de Henrique Mamede da Direção da APDSI.

Minjuan Wang, professora de Learning Design e Tecnologia na School of Journalism and Media Studies, especializada nos aspetos socioculturais da educação online, é keynote speaker do evento. Minjuan Wang tem assinado vários artigos científicos focados na educação inteligente e empreendedorismo e é editora-chefe da revista "EAI Transactions on Emerging Technologies and Pedagogies for Education".

Teremos um sistema de ensino do século XIX a formar jovens para o século XXI? Estarão os nossos alunos apenas a cumprir o horário e a ocupar as salas de aula apenas porque o plano curricular obriga? Que valores para o futuro está a transmitir a escola de hoje?

Com este workshop, numa fase de transição entre a sociedade industrial e a sociedade da informação, pretende-se questionar até que ponto o atual sistema educativo está adequado às reais necessidades dos alunos que, dispondo de um arsenal de conhecimentos e de instrumentos de aprendizagem cada vez mais vasto e ubíquos, continuam a precisar de um sistema de ensino / aprendizagem capaz de enfrentar o futuro e o mundo que os rodeia.

Para a APDSI é urgente questionar a adaptação do atual sistema de ensino à formação que pretendemos dar às crianças e jovens que, amanhã, estarão nos lugares de trabalho, de decisão e de poder que hoje ocupamos.

A inscrição no evento é gratuita mas obrigatória e deve ser feita aqui.

A participação é alargada por videoconferência em múltiplos auditórios e salas em todo o país e em comunidades portuguesas no estrangeiro.

O programa estará disponível aqui.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mais uma sessão IT’S TIME TO TALK ABOUT: «A prevenção é a base da segurança»



Lisboa, 31 de maio de 2017 - A itSMF Portugal realizou ontem, na Fundação Cidade de Lisboa, mais uma edição da iniciativa IT’S TIME TO TALK ABOUT. Desta vez o tema “Defining and Implementing Security Policies” promoveu o debate sobre segurança das organizações, que ganha maior expressão atualmente por força da pressão regulatória.

No debate, cuja moderação esteve a cargo de José Carlos Martins, participaram Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, Sérgio Sá, da EY Portugal, e Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

Com a entrada em vigor do Regulamento Geral da Proteção de Dados a 25 de maio de 2018, a segurança das organizações está na ordem do dia. Com o aumento da pressão regulatória, as organizações vão ter de abordar de maneira diferente os dados seus dados e os dados dos clientes. Estas mudanças acontece numa altura em que as empresas portuguesas já olham para a componente digital como forma de alavancar os seus negócios, tirando partido da IoT e da mobilidade como novas abordagens estratégicas para as organizações.
Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, começou por sublinhar que «os cidadãos portugueses ainda não têm grande sensibilidade para os problemas relacionados com a prevenção». Contudo, os riscos podem ter impactos muito negativos no negócio e ainda não há uma visão consolidada de gestão do risco. Segundo o representante da Focus2Comply, há apenas nichos que já têm alguma capacidade e sensibilidade para abordar as questões de segurança: «Faz falta uma promoção por parte das instâncias nacionais na prevenção como meio de melhorarem todo o contexto empresarial. É verdade que alguns setores investem em segurança mas são quase sempre os que já têm questões as segurança da sua génese». Naturalmente que esta visão não é fácil de ser materializada porque, trabalhar em segurança, é trabalhar no campo dos cenários que ainda não aconteceram.

Estabelecendo um paralelo com o mercado internacional, Fernando Fevereiro Mendes acredita que as ameaças à segurança vão agora passar para o mercado, o que vai expor mais as organizações. Até aqui tínhamos muito esses relatos vindos dos Estados Unidos (porque eram obrigados a reportar as quebras de segurança) mas agora também a Europa terá de passar a fazê-lo.

No que toca à privacidade, as empresas têm que tomar as medidas necessárias para proteger os seus clientes e em particular os utentes no caso da saúde. «É preciso formar e sensibilizar pessoas. Formação em tecnologia e o estabelecer de políticas do que se pode ou não pode fazer numa organização, é que nos vai levar ao objetivo maior da “privacidade da informação”», antecipou Fernando Fevereiro Mendes.

Para algumas empresas, passar a lidar com informação sensível, pode implicar um retrocesso na sua atual posição e da forma como se diferenciam no mercado. Por exemplo os laboratórios de análises clinicas que atualmente fazem o envio do resultado das análises dos utentes por mensagem SMS ou por e-mail.

Sérgio Sá, da EY Portugal, constatou que, na área digital, os incidentes acontecem muito depressa e exigem uma resposta ainda mais rápida: «A prevenção é a base de tudo; as empresas que vão conseguir sobreviver a eventuais ataques são as que têm uma capacidade de reação rápida. Tendencialmente cada vez haverá mais controlos no âmbito da segurança, sendo os mesmos cada vez mais específicos».

Para fazer face a estes cenários tão distintos que podem colocar-se, além da prevenção é também necessária formação adequada para uma melhor e mais rápida reação porque «a questão não é se vamos ser atacados mas quando vamos ser atacados», salientou o representante da EY. A formação de segurança numa empresa tem que ser alargada a todos os seus recursos humanos e colaboradores.

A segurança assenta em três pilares: pessoas, procedimentos e avaliação de risco. Para que todas as nuances que os riscos e a segurança implicam, é necessário definir o que são, agora, as boas práticas de segurança. Até que ponto um juiz pode determinar se houve, ou não, culpa na fuga de informação sensível? O modelo, segundo ficou plasmado nesta sessão do IT’S TIME TO TALK ABOUT, é mostrar que a empresa seguiu standards de segurança internacionais. Para isso, o primeiro passo é saber que informação temos e queremos ter dentro da nossa organização e saber como protegê-la. Uma tarefa que, ainda por cima, está dificultada para as PMEs que estão menos preparadas e têm menos ajuda exterior nesse sentido.

«Para o fabricante, nunca o cenário foi tão bom. A oportunidade está do lado de quem vai vender os serviços. As PMEs não sabem o que têm de fazer porque na sua grande maioria o seu apoio informático é também realizados por parte de outras pequenas empresas, geograficamente próximas», referiu Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

É consensual que se deve recorrer a proteções do tipo DLP - Data Loss Prevention -  que é um dos sistemas mais comuns para evitar que haja uma fuga de informação confidencial, mas no entanto é um dos sistemas mais difíceis de implementar: «Será o DLP é uma ferramenta que se pode implementar? Pode ser necessária legislação complementar», alertou o representante da Checkpoint Systems Portugal. «Ainda há uma nuvem cinzenta muito grande. Temos que perceber o que é inovação e o que é risco. A tecnologia está no fim da cadeia; é apenas o que vai tornar possível todo este processo de segurança», acrescentou.

Atualmente, e ainda de acordo com os dados partilhados na sessão da itSMF dedicada ao tema “Defining and Implementing Security Policies”, as empresas estão mais preocupadas com os níveis de produção do que em garantir a sua segurança. Muitas empresas não sabem exatamente o que estão a fazer na cloud e é importante salientar que a maioria dos operadores só oferece espaço de armazenamento e não segurança de informação. 

Disponibilidade e redundância (ter os dados repetidos por várias clouds) podem levar a que a informação esteja espalhada por mais locais, logo, haverá menor controlo sobre todas essas plataformas. «Num cenário de conflito ou de guerra, se os nossos dados e sistemas estiverem armazenados numa cloud internacional, podemos vir a ter os nossos dados reféns em outro país», concluiu Rui Duro.

Em junho haverá uma nova edição da iniciativa IT’S TIME TO TALK ABOUT.

Comunicado Prémio Simplex APDSI


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Manuela Veloso no workshop da APDSI: «Não estamos habituados a ver robôs a andarem ao nosso lado como se fossem pessoas ou animais»

A APDSI realizou, a 24 de maio, um workshop sobre “Desafios Sociais e Tecnológicos na Conceção de Robôs”

Manuela Veloso, professora da americana Carnegie Mellon University (CMU) e co-fundadora da RoboCup Federation, foi a oradora principal do workshop que a APDSI realizou a 24 de maio no auditório da Lispolis - Pólo Tecnológico de Lisboa. Para a professora, que há mais de três décadas se dedica ao estudo e conceção da robótica, ainda há um longo caminho a percorrer para que os robôs sejam autónomos e, principalmente, rumo à sua harmoniosa interação com os humanos, ou seja, como é que máquinas artificiais podem fazer a integração da perceção, tomada de decisão,
estabelecimento de objetivos, planeamento do movimento autónomo e atuarem sobre esses valores. «Não vale a pena alimentarem-se visões catastróficas. Os robôs ainda sabem fazer poucas coisas, terão sempre limitações e vão sempre precisar de nós», afirmou Manuela Veloso.

A líder do departamento de Machine Learning na CMU criou, há alguns anos, os “cobots”, robôs colaborativos que partilham informação entre si e com os humanos. Os seus “cobots”, além de mapearem o espaço onde circulam também executam tarefas: «Não há ninguém que me visite no meu gabinete que não seja guiado por um robô, desde que sai do elevador até chegar ao pé de mim. Eles andam pelo edifício todo e qualquer pessoa pode interagir com eles. Às vezes vagueiam até a bateria acabar», revelou a professora, testemunhando este desempenho dos “cobots” em vídeo.

Os seus parceiros robotizados têm sensores e são extremamente rigorosos quanto à sua localização, o que permite a toda a equipa que com eles trabalha perceber que já andaram mais de mil quilómetros no ambiente da instituição de ensino. Contudo, os “cobots” não podem abrir portas, carregar em botões e, como também não têm braços, não conseguem colocar objetos no seu cesto. Face a estas limitações, a única solução foi recorrer à autonomia simbiótica, explicou Manuela Veloso: «Nesses casos eles pedem ajuda a humanos ou à Internet. Por exemplo, quando chega o elevador eles pedem a alguém: podes carregar no botão para o 7.º andar e segurar a porta para eu entrar? Se as pessoas forem mazinhas e tentarem enganá-los, eles vão perceber que estão a demorar muito tempo para alcançar determinado objetivo, por isso, mandam um e-mail ao seu “dono” a fazer “queixinhas”». A interação dos robôs com os humanos é uma necessidade que se trabalha com recurso à inteligência artificial (IA) e o grande desafio neste momento passa por transformar algoritmos em linguagem. 

Os “cobots” da CMU guiam-se por corredores virtuais pelo que se alguém tapar temporariamente as paredes ou o tentar bloquear, ele enfrentará algumas dificuldades. No entanto, a professora garante que nada no ambiente envolvente o pode fazer divergir da sua tarefa. «Por questões de segurança ele não vai fazer nada perigoso se alguém o tentar prejudicar. Não podemos criar máquinas com as quais não possamos interagir», acrescentou.

Apesar de algumas visões menos otimistas partilhadas no workshop da APDSI, muitas foram as vozes a lembrar que a Humanidade sempre soube reinventar-se e, portanto, apesar de muitos empregos se extinguirem à medida que a robotização avança, outras profissões vão nascer e o Homem vai coexistir com a IA desempenhando o trabalho mais criativo, enquanto as máquinas ficam com as tarefas mais rotineiras.

Carlos Cardeira, presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Robótica, referiu que em Portugal a robótica, do ponto de vista de investigação, está bem colocada face a outros países, sendo o setor do calçado e o da pedra os que mais aplicações de robótica já têm. «O calçado, não era, tradicionalmente uma área de ponta na robotização. Interessa que as novas gerações sejam capazes de absorver isto», referiu. 

Paulo Soeiro de Carvalho, diretor de Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, fez referência às evoluções e áreas de teste que a cidade se prepara para receber neste âmbito: «Estamos atentos aos desafios regulamentares e legais que vão existir para colocar um automóvel a circular em Lisboa, por exemplo. Queremos perceber que desafios éticos e morais se colocam à sociedade».



No painel sobre conceção de robôs no trabalho, na comunicação e no entretenimento, Estela Bicho, professora da Universidade do Minho - Centro Algoritmi, diz que o objetivo dos robôs é «assistir e colaborar com as pessoas» e próximo passo é ter «robôs que aprendem a fazer de acordo com os gostos de várias pessoas».

João Sequeira, do projeto “Multi-Robot Cognitive Systems Operating in Hospitals”, lembra que uma Internet estável é fundamental para o bom funcionamento dos robôs.

Luís Almeida, professor da Universidade do Porto, cético em relação à natureza humana, reconhece que «ensinar um robô a fazer o caminho não tem grande novidade; ensiná-lo a escolher o caminho é o que nos deslumbra».

Patrícia Arriaga, psicóloga e professora do ISCTE, acredita que as relações humanas podem ser aplicadas ao universo da robótica. «Os robôs vão ser personalizados de acordo com o interesse das pessoas (se são mais extrovertidas ou mais introvertidas, mais cooperativas ou mais competitivas). O aspeto deles também vai ser importante porque gostamos de quem tem a imagem mais bonita».

Tiago Ribeiro, doutorando do IST, partilhou a experiência que a faculdade já realizou com robôs a jogarem “à sueca” com idosos.

Pedro Lima, investigador do Institute for Systems and Robotics / IST, quer uma sociedade que consiga «tirar o peso negativo que muitas vezes está associado à chegada dos robôs. Os riscos não são tão grandes como às vezes parecem. É preciso é tomar medidas para que o impacto não seja tão elevado».

António Pires dos Santos, do projeto Watson da IBM, afirma que a empresa está a trabalhar para que os robôs não sofram um ataque de vírus porque «nenhuma organização consegue resolver estes problemas sozinha».

Já no painel sobre impactos e desafios sociais e políticos, Ana Maria Evans, investigadora da FCT e NOVA-IMS em Políticas Públicas, acredita que para Portugal voltar a ser competitivo, depois de ter perdido mercado para países asiáticos com custos de produção muito baixos, tem de investir mais na automação: «O contrato social a que estamos habituados é que vai ser diferente».

Também defensor dos robôs, José Castro Caldas, investigador do CES Universidade de Coimbra, refere que «o desemprego, enquanto fenómeno, existe devido a crises recursivas do modo em que vivemos que pouco têm a ver com tecnologia, embora transformem profundamente muitas profissões. Quando a humanidade pensa em robôs, pensa em algo que possa substituir pessoas. Que diabo de sociedade é esta que está preocupada em criar máquinas que a substitua?».

Isabel Ferreira, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita que um robô é um conceito em evolução e «não pode ter dimensões desproporcionadas».

Questionado sobre a personalidade jurídica dos robôs, Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN, diz não ter nada contra os robôs: «Venham eles. O problema é outro: estarão ao serviço de quem e com que finalidade? Só estou preocupado porque se fala muito em robôs e tão pouco em pessoas. Paulatinamente vai-se substituindo o princípio do direito ao trabalho pelo princípio do direito comercial».

Por outro lado, Ivan Gonçalves, deputado do partido socialista, defende que os robôs virão transformar a sociedade para melhor: «A automação vai ter consequências no mercado de trabalho e hoje já vemos isso. O nosso modelo de sociedade atual está em risco e isso coloca-nos alguns desafios para a segurança social e para o sistema fiscal».

Ricardo Oliveira, deputado do partido comunista português, está confiante que algumas tarefas, quando automatizadas, vão permitir ganhos de produtividade: «Para o PCP a libertação do ser humano do tempo necessário para a satisfação das suas necessidades é aquilo que ambicionamos e por que lutamos, pelo que a robotização, a digitalização e outras componentes da aplicação económica e social dos avanços da ciência e do desenvolvimento tecnológico, o desenvolvimento das forças produtivas, é algo que consideramos necessário e desejável».

O workshop da APDSI “Desafios Sociais e Tecnológicos na Conceção de Robôs” foi coordenado Luís Vidigal, presidente da Direção da APDSI.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Prémio de Boas Práticas em Saúde - prazo de candidaturas alargado

                                         

Em virtude da implementação das medidas excecionais de cibersegurança (circular normativa n.º 2 - SPMS) e, consequentemente, constrangimentos/limitações ao nível da utilização dos sistemas de informação (hardware/software) em todas as instituições do SNS/MS, entenderam a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), a Direção-Geral da Saúde (DGS), a Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS) e as Administrações Regionais de Saúde (ARS), proceder à extensão do prazo das candidaturas da 11.ª edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde (PBPS).

Assim, o prazo para apresentação de candidaturas decorre até 31 de maio aqui.

"Regulamento Geral de Proteção de Dados - O Futuro é já Amanhã" na Sociedade de Geografia



"Regulamento Geral de Proteção de Dados - O Futuro é já Amanhã" é o tema da sessão de esclarecimento promovida pela Secção de Jurisprudência da Sociedade de Geografia no próximo dia 24 de maio, pelas 9h00, na sala do Convívio na Rua das Portas de Santo Antão, n.º 100.

A sessão dirige-se a gestores de empresas e de outras organizações com responsabilidades nas áreas de compliance, jurídica e da gestão de sistemas e segurança da informação e tem por objetivo "tirar o pulso" ao processo de adoção do Regulamento Geral de Proteção de Dados, aplicável a partir de 25/05/2018, decorrido que está metade do prazo previsto para o efeito.

Propositadamente, o debate centra-se nos setores mais expostos aos efeitos do Regulamento, nomeadamente a Saúde, Banca, Seguros e as Comunicações Eletrónicas, onde o processo de adoção estará mais avançado. 

O evento é gratuito mas as confirmações de presença devem ser feitas para: geral@socgeografialisboa.pt.

Consulte aqui o programa.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

itSMF prepara mais uma edição do IT'S TIME TO TALK ABOUT... Defining and Implementing Security Policies - Opportunities to increase Information Security



A edição deste mês de IT'S TIME TO TALK ABOUT é dedicada ao tema da Segurança e reúne especialistas e consultores da área. As questões, relacionadas com a Definição e Implementação de Políticas de Segurança, vão ser abordadas nas suas variadas vertentes, de forma descomprometida, informal, aberta, mas assumidamente pragmática com o objetivo de sensibilizar, informar, partilhar experiências e conhecimento, perspetivando oportunidades e soluções nesta matéria.

A itSMF Portugal realiza no próximo dia 30 de maio, entre as 17h00 e as 19h00, na Fundação Cidade de Lisboa, mais uma edição da iniciativa IT'S TIME TO TALK ABOUT. Enquadrada no ROADMAP TO IS/IT MANAGEMENT, PRIVACY & SECURITY, desta vez o tema é "Defining and Implementing Security Policies" num debate cuja moderação está a cargo de José Carlos Martins e conta ainda com as participações de Fernando Fevereiro Mendes, da Focus2Comply, Sérgio Sá, da EY Portugal, e Rui Duro, da Checkpoint Systems Portugal.

As organizações estão permanentemente em risco. É impossível afirmar que uma organização está 100% segura, apenas se pode afirmar que existem dois tipos de organizações, as que já foram vítimas de um ataque e as que ainda vão ser.

A crescente escalada de ameaças digitais, resultante das vulnerabilidades dos diversos sistemas de informação, podem atacar os dados e informação das mais diversas organizações. A segurança da informação é, pois, vital na sociedade atual. A criação de procedimentos, políticas, práticas, ou mesmo sistemas de Gestão da Segurança da Informação, devem ser cruciais para as organizações como forma de protegerem eficazmente os seus dados e, por consequência, o seu negócio. 

De uma perspetiva de negócio, é vital que as organizações, grandes ou pequenas sejam capazes de identificar os riscos para a segurança e gerir eficazmente as ameaças dos seus sistemas de informação. Simultaneamente os gestores, devem reconhecer que a gestão de riscos é um processo contínuo onde nunca se encontrará uma segurança absoluta, devido às constantes alterações das tecnologias e dos vetores de ameaça.

Melhorar a segurança de uma organização é possível através de um processo efetivo de gestão de riscos, com enfâse na gestão.

A inscrição é gratuita mas obrigatória e deve ser feita aqui.

Agenda: 

17h15: Receção dos participantes e café de boas vindas

17h30: Abertura, Luís Braga, itSMF Portugal

17h35: Mesa de debate: "Defining and Implementing Security Policies" 
Moderador: José Carlos Martins, "IT'S TIME TO TALK ABOUT".
Painel: 
- Fernando Fevereiro Mendes, Focus2Comply
- Sérgio Sá, EY Portugal
- Rui Duro, Checkpoint Systems Portugal

19h00: Encerramento

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cancelamento de workshop


Dia RGPD - Conferência a 25 de maio



A um ano da aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados, é inevitável que se comecem a manifestar as preocupações, desafios e oportunidades para as empresas. O que fazer nos 12 meses que faltam?

Com a aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), em maio de 2018, o novo quadro legal europeu coloca o ônus de responsabilidade nas organizações, públicas e privadas, acrescentando obrigações com impacto considerável nas suas operações.

No seguimento da iniciativa ocorrida em novembro de 2016, o IAPMEI, a APDSI e o Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados promovem uma conferência, no dia 25 de maio,  no auditório da Escola Superior de Comunicação Social, precisamente a um ano da entrada em vigor do Regulamento, por forma a contribuir para a necessária dinâmica pública, de sensibilização de empresas e cidadãos.

Num momento em que a transformação digital é parte intrínseca do desenvolvimento da economia e da capacidade empresarial do país, a devida adequação do tecido empresarial português para responder aos constantes desafios de inovação e competitividade não pode deixar de integrar a capacitação ao nível de recursos, processos, sistemas e competência de gestão para garantir a segurança, proteção e privacidade dos dados. A natureza supranacional com que as empresas operam hoje em dia, correspondendo a uma maior vocação exportadora, exige que as organizações estejam devidamente alinhadas com a realidade dos restantes Estados Membros da União Europeia.

Os resultados do inquérito distribuído pelo IAPMEI, APDSI e APG serão apresentados durante a conferência, ilustrando o estado de preparação e maturidade das PMEs portuguesas para a aplicação do RGPD.

A inscrição é gratuita e deve ser feita aqui

A falta de um programa de proteção de dados e o risco de não desenvolver as medidas organizativas, processuais e técnicas adequadas, terá eventuais repercussões de dimensão reputacional e de eventual perda de confiança por parte do mercado, mas também no plano financeiro, já que o incumprimento dará lugar a possíveis sanções e penalizações significativas.

Consulte aqui o programa.



quarta-feira, 17 de maio de 2017

APDSI no Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação - "Big Data for Big Impact"



A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) voltou a associar-se à sessão comemorativa do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, assinalado na Fundação Portuguesa das Comemorações. Este ano, o grande foco do debate sobre Sociedade da Informação em Portugal foi "Big Data For Big Impact".

Os painéis de debate sobre o ecossistema da big data pretenderam sensibilizar a opinião pública e decisores para a influência no domínio económico e social da Internet, mais concretamente sobre a «enorme quantidade de informação mundial e a sua reconversão em todas as áreas e setores do conhecimento», ou seja, a big data e as suas aplicações.

Hoje em dia, mais do que o aquilo se faz, pesa a rapidez com que se faz, daí que a Portugal Telecom/MEO, representada no primeiro painel, admita que procura recolher informação útil para a empresa mas também para a sociedade. Uma filosofia de negócio secundada pela Vodafone.

Coube à APDSI traçar um cenário para o panorama universitário face aos empregos do futuro, nomeadamente a figura de data analyst que começa a surgir como alguém fundamental para "desembrulhar" a big data circulante. «Este é um assunto que preocupa e de grande relevância. As máquinas já conseguem aprender sozinhas; é a chamada aprendizagem não supervisionada. O que vamos fazer, quem vai ter acesso aos resultados coletados por essas máquinas e como vão ser utilizados é um problema para o qual não temos ainda solução», afirma Vítor Santos, da Direção da APDSI. 

Filipa Martins da PT/MEO admite que essa é uma consequência da "vida acelerada na lógica do digital", para o qual o tempo encontrará uma resposta: «Vamos avançando no sentido de fazer testes e depois é preciso adaptar com regulamentos».

Para a Vodafone, a robotização do mercado de trabalho é preocupante. «Muitos empregos vão ser destruídos mas vamos criar mais valor e novos empregos embora nunca à mesma proporção, é um facto», reconhece Pedro Gonçalves. 

Sem surpresa, Marcel Leonardi, da Google, prefere olhar para a big data como algo que virá a construir valor. «A cadeia de valor está também nos métodos que se utilizam para extrair dados. A Google financia pesquisas de machine learning e, para a toda comunidade que nelas trabalha, disponibilizou uma ferramenta open source», afirma, rejeitando o rótulo de canibal digital (de players no mercado das tecnologias de informação).

Já na reta final das celebrações, Fernando Bação, da Universidade Nova, mostrou-se otimista quanto ao futuro, mesmo debaixo da "nuvem" imprevisível da evolução tecnológica. «Vamos trabalhar com as tecnologias e com os robôs, ao invés de sermos substituídos por eles. A tecnologia não substituirá a presença humana», concluiu.

Internacionalmente, o dia 17 de maio é o World Telecommunication and Information Society Day. Comemora-se nesse dia a realização da primeira convenção internacional sobre telegrafia e a criação da ITU - International Telecommunications Union. Em 2017 celebram-se 152 anos desde a fundação.

APDSI na Assembleia da República: «É preciso mais transparência no serviço público e melhores condições no direito à participação e informação»



Os elevados níveis de abstenção em dias de eleições e o afastamento cada vez maior entre eleitos e eleitores têm estado na ordem do dia de cada vez que se repensam os modelos eleitorais. Por isso, a APDSI esteve na terça-feira, dia 16 de maio, em colaboração com o movimento cívico "Também Somos Portugueses", na Assembleia da República para debater os desafios e soluções que o voto eletrónico em mobilidade implica.

De recordar que uma das muitas causas da APDSI é a descentralização dos atos que relacionam o cidadão com os poderes públicos naquele que a Associação considera "o exercício máximo da cidadania".

Jorge Lacão, Vice-Presidente da Assembleia da República, reconhece que vivemos profundas transformações decorrentes da Era Digital e que as instituições públicas têm de procurar potenciar as tecnologias ao serviço da facilitação da vida em geral: «É preciso mais transparência no serviço público e melhores condições no direito à participação e no direito à informação».

Nesta quarta-feira, dia 17, essa intenção ganhou força com as duas propostas que estiveram em discussão no Parlamento e que pretendem levar mais eleitores a votar. O Governo quer recenseamento automático no estrangeiro e a oposição acrescenta o voto eletrónico.

Jorge Miguéis, ex-Diretor Geral do STAPE - Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral, afirma que o voto eletrónico é uma opção política e que o objetivo da sua adoção é «reforçar a confiança dos eleitores no sistema que temos. Não há desconfianças sérias. É preciso chegar a um processo adequado que garanta a fiabilidade e segurança, aumento das oportunidades de voto, acessibilidade e fácil integração dos eleitores, anonimato, privacidade, integridade do voto e auditabilidade do sistema pelos partidos políticos e entidades credenciadas.

Entre as vantagens do voto eletrónico foi referido o maior número de canais de voto, maior liberdade geográfica relativamente ao local de voto, simplificação de processos e meios, desmaterialização do boletim de voto e atas, maior rapidez na votação, apuramento de resultados e consequente tomada de posse dos eleitos.

Do lado das desvantagens surgem os riscos de segurança informática (viciação/manipulação do software, etc.), riscos políticos, falhas técnicas dos sistemas e a desvalorização do "ritual" cívico inerente aos sufrágios.

Filipe Montargil, professor do IPL e coordenador do Estudo "Democracia Eletrónica" da APDSI, sublinhou que, para a discussão do conceito de voto eletrónico, «é proposta a utilização dos conceitos de participação eletrónica e de teleparticipação, em articulação com o conceito de exercício do direito de voto. A tecnologia não é necessariamente usada noutras fases do processo de votação para outras funções, como a contagem, processamento ou comunicação dos resultados, por exemplo».

Raul Correia, membro do Centre for Excellence for Internet Voting da Estónia, trouxe à conferência/debate da APDSI a experiência do registo eleitoral fora de Portugal, o que ganhou outra dimensão quando estamos a falar de um universo de cerca de 2,3 milhões de portugueses que vivem no estrangeiro, ou seja, mais de 20% da população portuguesa.

Segundo Raul Correia, a votação pela Internet é vantajosa porque «é um voto seguro e verificável; isso é possível hoje graças à encriptação da informação».

A votação pela Internet na Estónia já é utilizada para eleições governamentais desde 2005 (oito ao nível nacional), constitui um meio de votação adicional e, em cinco eleições, a participação começou a aumentar. «As pessoas que votam uma vez pela Internet tendem a votar novamente pelo mesmo canal», diz o especialista. 

O estudo sobre utilização do e-vote partilhado por Filipe Sá Soares, Professor Escola de Engenharia, Universidade do Minho, de 2012, também mostra que 93% dos utilizadores o considera de igual confiança ao sistema votação tradicional, 83% acha fácil de utilizar e se ambos os sistemas estivessem disponíveis, só 8% optaria pelo tradicional em vez do eletrónico. Já o eVotUM foi usado em março 2017 para a eleição dos corpos gerentes da Universidade do Minho e o balanço foi igualmente positivo.

Henrique Saias, System Architect, apresentou o dVote - sistema de voto eletrónico distribuído e auditável pelo cidadão, de forma bastante prática, usando o público presente para testar ao vivo a aplicação. Henrique Saias defende o open source ao invés do sistema fortaleza com data centres blindados, airgaps, firewalls, encriptação forte, redes dedicadas encriptadas e código secreto. «O código fechado é um dos principais focos de perigo», advertiu.

Visão do Parlamento

No espaço dedicado à mesa-redonda, com a "Visão do Parlamento", o deputado Carlos Abreu Amorim, do Grupo Parlamentar do PSD, destacou a importância deste tipo de votação nos círculos de emigração. «Devemos solicitar que haja um projeto piloto não vinculativo para que no futuro possa ser aplicado noutras eleições. Não basta o direito; é preciso ter a possibilidade de votar. Todos têm que ter condições para o exercício do direito ao voto. O voto eletrónico seria uma boa solução». 

Já o deputado Paulo Pisco, do Grupo Parlamentar do PS, referiu as desvantagens e desigualdades entre o voto eletrónico e o presencial: «O voto eletrónico seria o ideal para um país como o nosso que tem comunidades dispersas por todo o mundo. Muitas empresas oferecem produtos para o voto online mas não há garantias de segurança. Os hackers também estão a trabalhar».

A deputada Sandra Cunha, do Grupo Parlamentar do BE, está preocupada com outro ponto do processo de votação eletrónica: «Até que ponto não se pode traçar o caminho inverso e perceber o sentido de voto? Como garantir que não é traçado o caminho para trás? São necessárias mais provas em matéria de resultados e da sua verificação». Uma preocupação que também é partilhada pela deputada Vânia Dias da Silva, do Grupo Parlamentar do CDS-PP, que também acrescentou a possibilidade de coação.

Finalmente, o deputado António Filipe, do Grupo Parlamentar do PCP, acredita que não será a possibilidade de votar à distância que vai resolver «os problemas da democracia. As questões tecnológicas podem ajudar mas não resolvem os problemas de descontentamento com a vida política. É desejável o voto eletrónico? Será que substitui a participação democrática? Democracia não é lançar umas fogachadas nas caixas de comentários do Facebook».

Para esta conferência/debate a APDSI envolveu os seus grupos de trabalho "Democracia, Administração e Políticas Públicas", "Segurança e Privacidade”, “Desmaterialização e Gestão de Processos” e “Fórum Jurídico”.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

APDSI junta-se às comemorações do Dia das Telecomunicações e da SI


A APDSI vai juntar-se às comemorações do Dia das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, a decorrer na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, na próxima quarta-feira, dia 17, a partir das 14h30.

O dia 17 de maio de 1865 marca a assinatura da primeira Convenção Telegráfica Internacional e a criação da União Internacional das Telecomunicações (UIT). Este ano, o dia é subordinado ao tema "Big Data for Big Impact".

A Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC) associa-se às comemorações através de um programa que inclui o debate subordinado ao tema "O Ecosistema do Big Data", com a participação de vários oradores, e a apresentação "Desafios da Big Data Society", de Fernando Bação.

Vítor Santos, da direção da APDSI, vai intervir no painel "Os Impactos nos Operadores de Telecomunicações".

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assinala o encerramento da sessão (a confirmar).

As inscrições devem ser feitas para: info@fpc.pt

terça-feira, 9 de maio de 2017

Olimpíadas Nacionais de Informática (edição 2017)




Estão apurados os finalistas das Olimpíadas Nacionais de Informática (ONI'2017), um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em colaboração com o Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, destinado aos jovens que frequentam o ensino secundário ou o ensino básico em todo o território nacional.

Os finalistas são:
Henrique Navas - 12.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)
Duarte Nascimento - 12.º ano da Escola Secundária da Amadora (Amadora)
Guilherme Penedo - 12.º ano dos Salesianos do Estoril (Estoril)
Kevin Pucci - 10.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins (Chaves)
Rodrigo Rosmaninho - 12.º ano do Colégio Nossa Senhora da Assunção (Anadia)
Henrique Dias - 12.º ano da Escola Básica e Secundária de Ourique (Ourique)
Tiago Verdade - 12.º ano do Colégio Nossa Senhora da Assunção (Anadia)
David Nassauer - 10.º ano da Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (Lisboa)

Estes oito alunos apurados na final, que decorreu no dia 8 de maio, vão agora ter um estágio de preparação. No final desse estágio será feita uma nova prova da qual sairão os quatro alunos que representam Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Informática 2017, que se realizam em Teerão, no Irão, de 28 a 4 de agosto.

Desde 1992 que Portugal participa neste evento, enviando os seus melhores alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela APDSI. A componente técnica desta atividade é gerida em colaboração com instituições universitárias, contando também com o contributo da Associação Nacional de Professores de Informática.

O sucesso da iniciativa tem sido significativo, tanto em interesse e intensidade das participações, como em número de alunos e de escolas. Nos últimos anos, os participantes portugueses têm conquistado posições relevantes nas classificações finais. Em 2016 os quatro primeiros classificados da final nacional participaram nas Olimpíadas Internacionais em Kazan, na Rússia.

Estes oito alunos serão também convidados a representar Portugal no Concurso Ibero-Americano de Informática por Correspondência (CIIC).