segunda-feira, 24 de julho de 2017

Debate na SEDES sobre "Novo Paradigma Para a Credibilidade do Estado"


A SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social vai promover um debate destinado a discutir a importância da credibilização do Estado intitulado "Novo Paradigma para a Credibilidade do Estado". O encontro vai realizar-se na próxima quinta-feira, dia 27 nas instalações da SEDES - Rua Duque de Palmela, 2 - 4.º Dt.º, Lisboa.

O debate realiza-se entre as 18h30 e as 20h00.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição para o mail conferencias@sedes.pt.

PROGRAMA

PAINEL I - Reflexão sobre a situação atual

- A Credibilidade do Estado - por Pedro Borges de Lemos
- A Comunicação Social na Credibilidade da Governação e das Instituições - pelo Diretor do Jornal "O Público"
Moderadora - Isabel da Veiga Cabral

PAINEL II - Contributos para a criação de um novo paradigma

Regulamentação - Responsabilização e Criação de um Código de Conduta - por Eduardo Vera Cruz Pinto
- A Sociedade Civil Como Entidade Fiscalizadora Independente: Papel da SEDES - por Álvaro Beleza - SEDES
Moderadora - Marta Rangel



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Governo vai criar Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço


O Governo vai criar um "grupo de projeto", que virá a ser designado como "Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço". A decisão foi anunciada em Conselho de Ministros.

Com esta medida o Governo pretende garantir uma abordagem «transversal e integradora das várias sensibilidades, necessidades e capacidades dos diversos setores com intervenção no ciberespaço do país». A estratégia nacional de segurança do ciberespaço tem como propósito garantir a proteção e a defesa das infraestruturas críticas e dos serviços vitais de informação, bem como a utilização livre, segura e eficiente do ciberespaço por cidadãos, empresas e entidades públicas e privadas.

Em comunicado pode ler-se que a estrutura terá como missão «assegurar a coordenação político-estratégica para a segurança do ciberespaço e o controlo da execução da Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço e da respetiva revisão».

Promover a discussão sobre como conjugar fatores com impacto nas nossas vidas, tanto os associados à proteção dos dados pessoais, como os relacionados com a adaptação aos desafios das novas soluções num contexto de estímulo e promoção da economia, é, há vários anos, uma das preocupações da APDSI. Recorde aqui uma das nossas atividades sobre privacidade online.

terça-feira, 18 de julho de 2017

UNESCO adotou os princípios da Ciência Aberta



A UNESCO adotou os princípios da Ciência Aberta na Declaração de Genebra, que tem em vista a implementação da Agenda 2030 e o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nela estabelecidos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

"Robotização e espaço" são prioridades para o novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia.

A iniciativa pretende estimular a partilha aberta do conhecimento entre a comunidade científica, a sociedade e as empresas, de forma a ampliar o reconhecimento e o impacto socio-económico da ciência.

A decisão foi tomada no âmbito da conferência "Mobilizing UNESCO Chairs in the Natural Sciences for Policy Action towards the 2030 Agenda" que se realizou na Suiça e onde esteve Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES).

Ainda no que diz respeito a este programa de democratização do conhecimento, o governo protuguês prepara a Política Nacional de Ciência Aberta, na qual se insere a Open Access Week 2017. O evento vai realizar-se entre os dias 23 e 29 de outubro. A edição deste ano vai contar com um colóquio acerca desta iniciativa, focado especialmente na paz e no desenvolvimento.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ameaças aos dispositivos móveis e IoT podem aumentar


Ameaças aos dispositivos móveis e à Internet of Things podem aumentar. O alerta foi deixado na conferência de utilizadores de tecnologia WeDo onde cerca de 43% dos operadores de telecomunicações presentes acreditam que os dispositivos móveis constituem a área tecnológica mais exposta.

Um inquérito desenvolvido pela WeDo Technologies, envolvendo 64 empresas, revela que os operadores de telecomunicações consideram os dispositivos móveis, área citada por 43%, e as redes IoT (39%) os mais vulneráveis a riscos de fraude.

No global, 64% dos operadores prevê adotar soluções em cloud computing nos próximos quatro anos. Um grupo de 43% pretende fazê-lo num prazo de dois a quatro anos e os restantes 21 consideram fazê-lo já nos próximos 12 meses.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Vai ser criado um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região afetada pelos incêndios


O Conselho de Ministros aprovou um decreto-lei para a criação de um sistema de informação cadastral simplificada sobre a região atingida pelos incêndios. Os municípios de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Penela e Sertã vão ser alvo de mais esta medida resultante do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, dia 6. A notícia foi divulgada pela agência Lusa, com base num comunicado do Conselho de Ministros.

A decisão estabelece medidas excecionais de contratação pública por ajuste direto para suportar o desenvolvimento do projeto.

Com a medida, o Governo pretende facilitar a identificação dos limites das propriedades e dos seus titulares no que respeita à área geográfica afetada, de forma a acelerar a inventariação de danos e prejuízos causados. "O regime aprovado permitirá agilizar os processos aquisitivos, administrativos e financeiros para o desenvolvimento do sistema de informação cadastral simplificado, com regras de transparência e concorrência", lê-se na nota.

Também foi aprovado um decreto-lei que permite à administração central e aos municípios, a título excecional, "proceder à contratação de empreitadas de obras públicas, de locação ou aquisição de bens e serviços".

De recordar que o assunto do cadastro há muito que preocupa a APDSI. Recorde, aqui, as palavras do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação na Natureza numa conferência da APDSI sobre o tema em 2014.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

itSMF apresenta a norma ISO/IEC TR 38502:2014 na sessão de junho de IT'S TIME TO TALK ABOUT



Na edição de 29 de junho de IT’S TIME TO TALK ABOUT, a itSMF apresentou a ISO/IEC TR 38502:2014 que pretende estabelecer e clarificar as diferenças entre Governação e Gestão das TI.

A ISO/IEC TR 38502:2014, que será brevemente publicada em português, fornece um modelo que ilustra a relação entre governação e gestão, e identifica as responsabilidades associadas a cada uma. A norma vem na sequência da NP ISO/IEC 38500:2015 que, apesar de fornecer orientações para o órgão de governo das organizações avaliar, direcionar e monitorizar a utilização das TI nas suas organizações, torna-se pouco clara em relação aos papéis de governação e de gestão.

Para minorar estas dificuldades no desenvolvimento de orientações consistentes sobre governação e a implementação eficaz de práticas de governação, a ISO/IEC TR 38502:2014 fornece orientações para os órgãos de governo, para os gestores, para consultores ou os que prestam assistência à governação das organizações, bem como para os demais profissionais envolvidos no desenvolvimento de normas nas áreas de governação e gestão das TI.

O sucesso dos investimentos nas tecnologias de informação depende do valor que consigam gerar seguindo um conjunto de regras que devem ser cumpridas para o atingir. Se houver falta de ética na organização, esse valor não é real e acabará por a afetar, diz o consultor José António Costa, um dos oradores do encontro.

O modelo desta norma faz o enquadramento da componente da governação (Governo das Nações) e da forma como deve encaixar na componente de gestão. «Na maioria das vezes há confusão entre os dois termos. Esta norma surgiu precisamente para se esclarecer a diferença entre ambos. A governação das tecnologias de informação é um subconjunto da corporate governance», esclareceu José António Costa.

A governação não lida com o trabalho “no terreno”. É, isso sim, a entidade que dá as orientações para a gestão seguir. O grau de dependência das empresas das TI é, hoje, tal forma elevado, que não se pode descurar o quanto esses requisitos têm de estar alinhados com a governação corporativa. As políticas que definem os princípios para a boa governação das TI são definidas pela governação e comunicadas à área da gestão.

Ainda que os papéis fiquem melhor definidos com a aplicação da norma ISO/IEC TR 38502:2014, Nádia Lopes, da EVERIS, admite que, neste momento, o grau de alinhamento entre ambas é diminuto apesar de se terem registado melhorias ao longo do tempo. Um bom exemplo citado nesta matéria foi o das organizações que já têm uma Information Technology Infrastructure Library (ITIL), que funciona de acordo com os objetivos do negócio.

Do lado da academia, Luísa Domingues, do ISCTE, afirma que gostaria que houvesse um maior envolvimento das universidades com a comunidade prática. «Na academia os problemas não são vividos da mesma forma com que vocês os encaram. Há um certo distanciamento da realidade, o que pode ser bom mas também é mau», reconheceu. O distanciamento das universidades da comunidade prática não ajuda na exemplificação de casos práticos o que é necessário para, segundo a professora, «percebermos as vossas prioridades senão corremos o risco de criar modelos estratégicos que depois não se conseguem aplicar».

O debate contou com a moderação de Luís Azevedo, da itSMF. O IT’S TIME TO TALK ABOUT de 29 de junho decorreu na Fundação Cidade de Lisboa.

O futuro visto pelos olhos dos jovens de Telheiras



Como é que as novas tecnologias vão influenciar a Educação? E qual o papel da internet no futuro da saúde? As relações humanas estão a mudar por causa das redes sociais?

Estas foram algumas das perguntas às quais um grupo de 13 alunos da área de Economia do 11.º ano da Escola Secundário Vergílio Ferreira tentou dar resposta a 6 de junho.

Num evento intitulado "Game Over", promovido pela Associação para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) em parceria com o Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira, estes jovens olharam para a influência das novas tecnologias nos próximos 20-25 anos em 5 áreas da sociedade: Educação e Ensino, Saúde, Trabalho, Entretenimento e Tempos Livres, e Vida em Sociedade e Privacidade.

A sessão funcionou como teste-piloto de um projecto que a APDSI quer alargar às escolas de todo o país e que se insere num trabalho continuado de discussão do futuro: «A APDSI tem vindo a apostar bastante no desenvolvimento de várias linhas que abordam o futuro. Começou com o grupo de trabalho apelidado "Futuristas", onde se debatem dois cenários para o futuro, um de continuidade, outro de disrupção. Depois a importância desta discussão começou a extravazar e denotámos que em outros grupo de trabalho esta contextualização começou a fazer sentido», explica Henrique Mamede, membro da direção da Associação e responsável pelo projeto.

Para a APDSI, o envolvimento dos jovens é fundamental, até porque «as gerações mais antigas não estarão cá para vivenciar esse mesmo futuro, pelo que faz sentido perceber a visão que os jovens têm hoje do que poderá ser a sociedade daqui a 20/25 anos, já que serão eles nessa altura que estarão no pleno do seu desempenho e vivência». Além disso, «são eles os nativos digitais e a compreensão que têm da sociedade não é deturpada por terem vivido num tempo sem Internet, telemóveis e outras questões tecnológicas. Estes jovens são, na realidade, o futuro!», acrescenta Henrique Mamede.

Esta não foi a primeira vez que aqueles alunos pensaram nas implicações das novas tecnologias para ao futuro. No entanto, «a forma estruturada como decorreu a sessão e a troca de ideias com especialistas da área e pessoas que têm vivido de perto as decisões sobre os rumos a tomar pela sociedade enriqueceram de forma única aquele momento», referiram os participantes.

No final, ficou o desafio aos jovens: «Integrem os grupos de trabalho da APDSI e ajudem desde já a criar o futuro!».

Fonte: Viver Telheiras